quinta-feira, 26 de agosto de 2010

“A leitura obrigatória é uma coisa tão absurda quanto se falar em felicidade obrigatória”
(Jorge Luis Borges, escritor argentino -1889 +1986, autor de Aleph)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Radionovela (IC)


Bom esse é o ponta pé inicial da minha INICIAÇÃO CIENTIFICA.

A professora Doutora Vera Cristina, me chamou para fazer parte do programa de pesquisas da universidade (IC). Foram apenas dois dias pra eu pensar no tema de escrever o projeto.

Numa aula foi discutida a existência da radionovela, e me interessei pelo, e foi assim que nasceu o projeto, varias interrogações me veio a cabeça.

Como surgiu?

Porque acabou?

Como era feita?

Pra quem era feita?

Quem assistia? por que?

entre outras perguntas....


Minhas pesquisas bibliograficas estão cada vez mais difíceis, pois não encontro nada sobre o assunto, o google não tem me ajudado.

Achei a biografia da atriz ARLETE MONTENEGRO, que foi uma radioatriz da Rádio São Paulo seria ótimo conversar com ela, mas ainda não tentei um contato.

Conversei com um grupo senhoras que ouviam as novelas na adolescência e foi muito legal a troca, com elas, falaram o que chamava atenção, uma se interessava pelo assunto que era tratado, outras sonhavam com os galãs, muito acabavam se decepcionando quando os via nas revistas, e elas sonhavam em fazer parte daquele mundo.

Entre ela tinha amiga da Cacilda Becker, namoradinha do Golias, Flerte com Paulo Gracindo.

E quando estava terminado e de saída, me convidaram pra assistir o ensaio do coral que ela faziam parte, lindas vozes, e uma senhora se aproximou me contou os problemas pessoais, e ainda me falou pra tentar resgatar as radionovelas e pensar no deficientes visuais.

"A televisão não deixa o povo usar a imaginação mostra tudo pronto".

A radionovela era rica em detalhe pois não tinha o artificio da imagem a seu favor, quem ouvia criava o seu próprio mocinho, vilão, sua heroína, existiam varias, de acordo com numero de ouvintes.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

TEATRO



Cada dia que passa me assusto com as coisas que escuto.


Muitas vezes me pergunto. Se escolhi a profissão certa? Se faço um trabalho de qualidade? Se sou reconhecido? Se só aperto botão? Se o teatro vai acabar? O que fazer para as pessoas irem assistir os espetáculos? Como fazer um sucesso? E mais interrogações passando pela minha cabeça, coisa normal na minha vida esses questionamentos. E acho que muito mais pessoas devem fazer o mesmo.


Enquanto caminhava pelos corredores da faculdade encontro um jovem colega, e ele me diz.


- Oi, e o teatro? Rola um vip? Porque eu só vou no teatro se rolar vip, porque o dinheiro eu gasto na peça de um ator de verdade!


Eu olhei pra ele com cara de hein! E ele continou !!


- ... ator de novela, um cara muito ator.


Durante o papo uma garota pergunta:


- É Stand up?


Eu respondo que não, ela imediatamente diz:


- Ah, então não vou, gosto de Stand up, porque está na moda!


- Então beleza, voltei a ouvir o jovem rapaz que não parava de falar.


- ... um cara da mídia é que sabe divulgar, é humilde, não seleciona o publico, coloca anuncio na televisão, porque a massa assiste novela, e é essa pessoa que tem que ir ao teatro, agora vocês que escolhem um publico da elite, só quem ler jornal, veja esse povo é pouco, vocês pensam em ganhar dinheiro.


Eu ali parado, pávido e atento ouvindo tudo aquilo com muita atenção.


Depois do monólogo, respondi:


- Eu adoraria divulgar meu espetáculo na televisão no intervalo da novela da 21h, mas esse povo não me interessa, não quero ganhar muito dinheiro. Tchau!


Fui embora esperar o ônibus - adoro andar de ônibus, gosto do contato com o povo. É bom pro meu crescimento profissional - fiquei pensando no papo e procurando tirar algo de bom daquilo tudo.


Tirei.


Enquanto tiver novela, atores da globo ou de qualquer televisão fazendo teatro vai ter publico alimentando o teatro. UFA!!!!!!!!!




- Mas como uma Cia. desconhecida faz pra levar o povo pro teatro?


- Alguém sabe a receita do sucesso?




"por favor meu povo não peça de graça a única coisa que tenho pra vender"
Vá ao Teatro.