És a filha dilecta da noss´alma
Da noss´alma de sonho e de tristeza,
Andas de roxo sempre, sempre calma
Doce filha da gente portuguesa!
Em toda a terra do meu Portugal
Te sinto e vejo, toda suavidade
Como nas folhas tristes dum missal
Sente Deus! E tu és Deus, saudade!...
Andas nos olhos negros, magoados
Das frescas raparigas. Namorados
Conhecem-te também, meu doce ralo!
Também te trago n´alma dentro em mim
E trazendo-te sempre, sempre assim,
É bem a Pátria q´rida que eu embalo!
Florbela Espanca
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Marasmo...

Que merda!
nasce o dia
você levanta
olha no espelho
cabelo despenteado
olho remelento
bafo
toma banho
escova os dentes
pelo menos o que resta deles
se veste
toma café
vai pro trabalho
entra num onibus vazio
nele encontra pessoas que cheiram mal
e por falta de espaço, você é obrigado a ficar juntinho
quase intimo.
por não ter como passar, desce dois pontos depois do ponto de destino.
vai pro escritorio
muito trabalho
muito estresse
almoço.
Ufa!!!
vem chegando a hora de voltar pra casa
volta pro trabalho
e o que parecia ter acabado se multiplica
pilhas de documento e problemas brotaram na minha frente.
pega um documento
outro
mais um
pausa pro café
mais um
pausa pro banheiro
hora de ir embora
final de tarde
onibus mais cheio que antes
pessoas se cotovelando
as pessoas que fediam de manhã
agora era impossivel
ficar proximo
mas é inevitavel
Alguém grita
- Vai desce filho da puta, motorista do caralho presta atenção seu arrombado.
esse é o mundo feliz que vivemos.
chego em casa
tiro a roupa, fico avontade, pega alguma coisa pra beliscar
vou pra frente da televisão
nada pra assitir
ninguém pra conversar
mais uma sexta-feira
nada acontece.
vou dormir.
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