Minha
infância, ando pensando nela depois de ler o blog
QTBF.
Bom eu tive um
infância, divertida e rica no sertão de
Alagoas, na cidade de
Delmiro Gouveia, tinha uma casa grande com quintal enorme, onde esse
nigrinho que aqui escreve vivia pendurado nos pés de
siriguela, nos muros, atravessando a casa pelo telhado, deitado no telhado feito o
Snoop ficava horas sozinho olhando pro céu queimando naquele sol escaldante. Acordava muito cedo e ia pra
escolinha nessa
época eu era um
capeta, fugia da escolha pela janela, batia nas meninas, só aprontava, chegava em casa na hora que a
Xuxa está entrando na nave.
Adorava conversar com as senhoras vizinhas, comer melancia e fazer brinquedo com a casca. Tinha dois
amiguinhos, de nome estranho
Irley e
Ildomar, ficava quase sempre com eles, jogando bolinha de
gude, brincando de pega-pega(tinha outro nome essa brincadeira mas não lembro),
ficávamos correndo naquelas ruas de chão de terra, quando
não estava correndo, estava assistindo o programa da
Mara Maravilha,
changeman,
jaspion.
Fui crescendo e ficando mais quieto calado, principalmente na escola, em casa aprontava
desmontava bombinha e montava novamente e queimava a mão, escondia dos meus pais, com ajuda da
avó anunciada, meus pais trabalhavam muito e a babá não reparava nisso, tinha uma
cúmplice das boas vovó, quando descobriam era uma confusão, medico,
remédios, eu dei muito trabalho, era o terror das minhas
babas, uma criança chata que não gostava de nada, não comia, era
difícil,
irracível.
Fugia delas e ia pro muro conversar com a D. Maria que morava na outra que tinha seu muro colado no meu, a casa tinha um muro muito alto, ninguém sabia o que acontecei lá dentro, ela sempre me dava carambola e era muita carambola, e ficava lá conversando com ela. passava meu tempo conversando com a pessoas pelo muro, minha mãe não gostava que fosse nas casa das pessoas então subia nos muros pra saber o que ela estavam fazendo.
Nas folgas do meu pai
íamos pescar, caçar era
otimo, não gostava de atirar, mas atirei uma vez e tive medo, trocava a espingarda pela vara de pescar.
Outra coisa que gostava muito de fazer era ir pra feira comer pudim de pão, que uma das madrinhas do meu irmão me dava, que delicia era aquilo.
Não posso esquecer do circo que apareceu na frente da minha casa um circo
pobrinho, não tinha cobertura, sem estrutura nenhuma, as
rumbeiras sai de casa em casa pedindo água gelada, as vezes uma boa alma oferecia uma
comidinha, era divertido, cobravam uma
moedinha pra entrar, a sensação era quando as
rumbeiras, esfregava um brinde nas partes baixa e
oferecia á
plateia, tinha
rumbeira,
vó, mãe, filha, neta, mas a festa mais esperada era a festa de
Outubro, quando era montado um parque, com roda gigante, carrinho bate-bate,
monga a mulher gorila, e outros brinquedos, eu tinha muito medo da
monga então nunca entrei no
trailer, gosta de ir num brinquedo antigo, que era de um tio avô, uma
patinhas onde
sentávamos, e esse velho tio, girava uma manivela, o velho era muito sovina, não me deixa ir mais de uma vez de graça queria que pagasse sempre, palhaçada fazer isso comigo.
uma pontinha de nostalgia.